Necessita do plugin do flash para visualizar este conteúdo

Mãe Ideal
Férias com o pai

Férias com o pai

Os pais, mesmo separados, devem manter-se, dentro do possível, unidos como pais da criança e tentarem preservar a imagem um do outro.



Uma separação ou um divórcio não devem nunca incluir os papéis de pai e de mãe. Muitas vezes os pais não têm consciência do processo complexo e dinâmico que está a ser vivido pela criança e da forma como poderão surgir consequências futuras por haver uma mistura entre a separação e a parentalidade. Os pais, mesmo separados, devem manter-se, dentro do possível, unidos como pais da criança e tentarem preservar a imagem um do outro. E sempre que sentirem que não estão a lidar com a situação da melhor forma, deverão procurar ajuda profissional, pois só o seu equilíbrio e serenidade poderá ajudar a criança.
Na maioria das vezes as crianças ficam com a mãe. O seu papel em todo este processo é muito importante, quer na imagem do pai que é passada à criança, quer na introdução do pai na relação que tem com o filho (no caso de ser um pai que, embora ausente, por vezes está presente). Uma imagem negativa do pai, que é constantemente reforçada através de comentários e observações, é prejudicial à criança e também à mãe, acabando por influenciar a relação entre ambas. A mãe não deve em nenhum momento vincular o ódio ou a raiva em relação ao pai. Obviamente que o contrário também é válido.

Só existem um pai e uma mãe


Nem a figura do pai nem a da mãe são substituíveis e essa realidade deve ser encarada. A mãe não tem que ser ao mesmo tempo pai e deve estar consciente de que não o poderá ser para não criar falsas expectativas que só conduzem a sensações de falha e culpabilidades. O mesmo acontece no que se refere à perspectiva do pai. A questão central prende-se com colocar os interesses da criança em primeiro lugar e acima de qualquer discussão ou conflito.

Encontrar a estabilidade


O pai ou a mãe poderão encontrar outra pessoa, com quem desejam formar uma nova família. Trata-se de constituir uma nova família tendo sempre em conta que esse vínculo anterior deixou os seus frutos. É necessário conquistar a estabilidade depois de ultrapassar os primeiros tempos em que se abandonam as antigas maneiras de estar e de lidar com as situações e com as diferenças de opinião. Também para as crianças este não é um processo fácil. Exige uma adaptação que demora o seu tempo e que poderá ser bastante complicada ao início. A melhor receita para lidar com a situação será sempre a capacidade de se colocarem no lugar da criança, de a respeitarem e compreenderem.

Em férias


Quando chegam as férias, em princípio entramos num período sem obrigações e preocupações, quer para as crianças, quer para os adultos. Por definição, o tempo de férias é um tempo dedicado ao lazer e ao convívio, em que a família está toda junta e se diverte em conjunto. Sobretudo, deve ser uma altura para os pais se dedicarem aos seus filhos e vice-versa. Não por ser uma obrigação, mas porque a família merece esse convívio e esse tempo, passado sem as rotinas do quotidiano do resto do ano.
Tudo isto parece complicar-se quando os pais estão separados. Há que definir quanto tempo é que as crianças passarão com um e com outro, para onde irão, como é que manterão o contacto com o outro progenitor. E, às vezes, a existência de novos relacionamentos por parte dos pais pode dificultar ainda mais as coisas. Ou não…

Desfrutar do tempo


As férias representam uma boa oportunidade para fortalecer o vínculo entre pais e filhos. É importante desfrutar do tempo extra de que normalmente não dispomos. No caso de pais separados este tempo deverá ser distribuído pelos dois, estando dependente do período de férias que cada um terá. Cada família tem os seus próprios códigos e formas de comunicação. As férias não se podem tornar um motivo de discórdia. O ideal é chegar a um acordo e comunicar à criança a forma como irá passar as suas férias, dando-lhe sempre oportunidade de manifestar a sua opinião e admitindo a possibilidade de repensar alguns aspectos.
A questão central prende-se com colocar os interesses da criança em primeiro lugar e acima de qualquer discussão ou conflito.


Comentários

imagem
Um bocejo e um suspiro
Dormir é uma necessidade fisiológica
Vem aí as férias
Como transportar as crianças em automóvel
O gosto e o olfacto
As alterações que se produzem na gravidez
Quando iniciar o treino do bacio?
Cada criança tem o seu tempo