Testes realizados pela TÜV Rheinland em três países europeus
Metade dos colchões de ar e brinquedos aquáticos insufláveis adquiridos em praias e testados pela multinacional alemã de inspecções e certificações, TÜV Rheinland, não obtiveram permissão para serem comercializados devido à presença de substâncias tóxicas e falta de segurança.
A TÜV Rheinland testou oitenta e oito colchões de ar e brinquedos aquáticos e 43 não cumpriam os requisitos de segurança básica para serem comercializados na União Europeia. O principal problema foi a toxicidade dos plásticos que excederam os limites permitidos nos brinquedos aquáticos em 29 dos produtos.
Em comunicado, a entidade informa que foram detectados vários problemas: qualidade reduzida, substâncias tóxicas, pequenas partes facilmente destacáveis e assentos insufláveis para crianças.
“As pessoas que compram colchões de ar, bóias ou brinquedos aquáticos na praia, compram muitas vezes materiais de fraca qualidade, mas o pior são os riscos para a saúde que estes equipamentos representam, especialmente para crianças”, refere Friedrich Hecker, CEO da TÜV Rheinland.
Todos os produtos testados foram adquiridos directamente nas praias por pouco dinheiro, em Maio de 2010, em França, Itália e Holanda. As inspecções foram posteriormente efectuadas nos laboratórios da TÜV Rheinland em Eindhoven, na Holanda e em Nuremberga na Alemanha.
Oitenta e dois dos produtos testados foram classificados como brinquedos e foram testados de acordo com esse factor. Isto significa que tinham de cumprir com as directivas Europeias para brinquedos. Os testes determinaram que 29 desses produtos inspeccionados tinham altas concentrações de ftalatos, que estavam acima do limite permitido para concentração em brinquedos. Suspeita-se que os ftalatos sejam cancerígenos e produzam efeitos hormonais.
De um ponto de vista técnico estes ftalatos podem ser evitados. Além das análises aos plásticos foram também realizados testes mecânicos, ou seja, foram também averiguadas partes dos produtos, como válvulas plásticas, que pudessem ser engolidas pelas crianças. Três produtos também falharam nestes testes. Isto significa que possuem um risco directo de asfixia das crianças.
Os assentos de natação para bebés também são, em alguns casos, um perigo. Muitas vezes o problema é o próprio design que transmite aos pais uma sensação de segurança, quando no entanto em alguns produtos há o risco de as crianças ficarem viradas de pernas para o ar na água.
O problema é grave uma vez que estes equipamentos deveriam ser considerados como equipamentos de protecção e não brinquedos. Nestes casos a TÜV Rheinland sugere que os pais comprem os produtos com algum tempo de antecedência às férias de forma a poderem informar-se melhor das capacidades dos equipamentos e não apenas quando vão de férias.
Os 88 produtos foram testados em Junho de 2010. Os testes efectuados cingiram-se aos requisitos standard de segurança exigidos pela União Europeia. Isto inclui os guias para brinquedos (88/378/EC e EN 71 – requisitos mecânicos) exigidos na Europa, e ainda os requisitos químicos 1907/2006 EC (Annex XVII; proibição de certos ftalatos) assim como requisitos de segurança e procedimentos de teste para equipamentos de natação em contacto com o corpo.
Independentemente do local de aquisição dos produtos, os resultados foram similares em todos os países. O CEO da TÜV Rheinland, Friedrich Hecker, refere que “a fraca segurança de produtos baratos e brinquedos é um problema europeu e não apenas nacional. Existem standards rígidos de segurança aplicáveis na Europa. Contudo não existem controlos efectivos. Isto demonstra que os utilizadores devem informar-se melhor sobre os produtos que adquirem.

RSS