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Aleitamento materno
Aleitamento materno
Resposta vital nas emergências

O que é uma emergência?
Uma emergência é uma situação extraordinária que coloca em risco a saúde e a sobrevivência da população. As emergências podem ser naturais ou provocadas pelo homem. Podem ser imprevisíveis, ocorrer regularmente ou ser de longa duração. Caracterizam-se por distúrbio, insegurança, problemas de salubridade, falta de água potável, alimentos, combustíveis, cuidados médicos e abrigo.

Porque é que nos diz respeito?
O número de emergências está a aumentar e pode afectar qualquer país, independentemente da sua localização ou nível de desenvolvimento pelo que todas as pessoas, em todos os lugares, têm que estar preparadas e saber como apoiar activamente o aleitamento materno para que os bebés não fiquem em risco.

Quais as vantagens do aleitamento materno em situações de emergência?
Mesmo em situações de catástrofe, as mães que amamentam garantem aos seus filhos água e alimentação limpas, seguras e sustentáveis e protegem-nos activamente das infecções. As fórmulas para lactentes não conferem protecção imunitária e prejudicam os mecanismos de defesa do intestino dos bebés, aumentando a probabilidade de infecções. Outros riscos advêm da qualidade e até da contaminação intrínseca das fórmulas para lactentes, do seu fornecimento, da falta de água e combustíveis, ou da dificuldade em lavar e esterilizar biberões.

Em situações de emergência as crianças são as mais vulneráveis – a mortalidade infantil pode ser 2 a 70 vezes superior à média, devido a diarreia, doença respiratória e malnutrição. O aleitamento materno constitui uma intervenção life saving e a principal protecção do grupo de crianças mais novas. Mesmo em situações de nãoemergência, os bebés não amamentados nos primeiros 2 meses de idade têm 6 vezes mais probabilidades de morrer. As emergências destroem a vida normal, deixam os cuidadores sobrecarregados e as crianças vulneráveis à doença e à morte. Durante as emergências, as mães necessitam de apoio activo para continuar ou para restabelecer a amamentação.

Mesmo em países desenvolvidos, os bebés alimentados artificialmente ficam automaticamente em risco numa emergência. Após o Furacão Katrina, nos EUA, muitos bebés sofreram com a falta de alimentos e alguns morreram como consequência disso.

Veja na próxima página o que pode ser feito